Hoje em dia não se faz craques na várzea como antigamente, parece é que os jogadores de hoje são feitos em laboratórios. Temos na atualidade um craque que foi formado pelo futsal e depois se transferiu para a escolinha do santos, estou falando de Neymar, este sim parece que foi criado em laboratório, mas com um biótipo bem diferente e especial. Mas e aqueles que vieram da várzea! Onde estão?
Hoje em dia, os presidentes e cartolas de clubes no Brasil, não se interessam mais pela várzea, os filhos de amigos, do amigo do chegado são indicados, vai para a categoria juvenil e depois para a categoria de Juniores, até se tornar um profissional. Chega ao clube aquele menino obeso, com preguiça de jogar bola, mais para satisfazer a vontade do pai, do que a própria vontade. Logo depois se transforma no que a gente vê perna de pau, profissionais formados em laboratórios, filhinhos de papai que nunca pisaram em um campo de terra.
O jogador formado no terrão, ou no mais conhecido campo de várzea, com certeza tem mais resistência, se torna rompedor, joga sem medo, finaliza com as duas pernas e aprende as malandragens do futebol.
Pois bem vamos relembrar alguns craques formados na várzea.
• Euller conhecido como o filho do vento, começou no time amador do Venda nova em Belo Horizonte.
• Palhinha campeão pelo São Paulo, começou no Santa Tereza, também time amador de Belo Horizonte.
• Romário jogava no asfalto e nas quadras de futebol de salão, em 1979 um olheiro o levou para fazer testes no infantil do Olaria do Rio de Janeiro. Logo depois se transferiu para o Vasco.
• Ronaldo Fenômeno começou no São Cristovão também do Rio de Janeiro, logo depois se transferiu para o Cruzeiro.
• Dadá Maravilha conheceu o futebol na FEBEM, em 1965 começou a jogar nos juniores do Campo Grande, logo depois se transferiu para o Atlético.
• Tostão, quando tinha sete anos foi convocado para reforçar o time de várzea do bairro que enfrentaria os garotos do Atlético, ele marcou um gol e saiu carregado. Logo depois iniciou sua carreira no futebol de salão do Cruzeiro.
• Roberto Dinamite, este dormia abraçado com a bola, jogava no time de várzea do bairro o Esporte Clube São Bento, foi artilheiro e em 1969 foi convidado a treinar nas categorias de base do Vasco onde fez historia e hoje se tornou presidente do Clube.
Atualmente o único craque que conhecemos que saiu da várzea é o centroavante Leandro Damião, ele não passou por escolinhas de futebol e nem categorias de base. Aos 17 anos Damião jogava no Nós Travamos, time amador de São Paulo, na época ganhava 30 reais por jogo. Logo depois se transferiu para o Atlético de Ibirama. Profissional mesmo só em 2009 quando foi contratado pelo Internacional para integrar o time B.
Pois bem, enquanto os presidentes e cartolas continuarem aceitando jogadores de empresários e indicações de amigos, vai continuar criando jogadores em laboratório. O verdadeiro pernas de pau. E com isso os nossos craques vão desaparecendo, o Brasil vai perdendo a sua originalidade que sempre teve de revelar para o mundo craques, fenômenos e outros!
Tem que ser como o próprio Leandro Damião disse “Da várzea pro mundo? Com certeza”
Reinaldo Andrade




